Em dezembro de 2011, eu perdi minha bisavó Isabel. Vovó foi quem criou minha mãe e os irmãos dela. Ela também cuidou de mim e da minha irmã até que nos mudamos para São Paulo.
Tínhamos voltado de Cananéia há mais ou menos uma semana. Sabíamos que vovó iria partir logo. Ela estava muito velhinha e debilitada. Minha tia Bel, que morava com vovó e cuidava dela, contou que vovó acordava no meio da noite gritando para irem embora, dizendo que não queria ir. Dia 12/12, à noite, minha tia ligou para nos dar a notícia. Fomos imediatamente para Cananéia. Chegamos de madrugada e fomos direto para o velório. Foi uma dor terrível ver vovó no caixão. Chorei muito.
Em fevereiro de 2012, depois de mais ou menos um mês internada por complicações, minha avó Dolores (mãe do meu pai, Jorge) faleceu. Ela havia sofrido um AVC em dezembro de 2010, no mesmo dia em que recebi alta do hospital depois do meu transplante. Foi muito difícil e triste para toda a família. Quando ela morreu, mais uma vez, desabei. Nem quis ir ao velório; só fui ao enterro.
Em novembro de 2012, meu irmão Jefferson (filho mais novo do primeiro casamento do meu pai, Jorge) teve problemas cardíacos e, depois de dias internado, faleceu. Pouco tempo antes, ele havia cuidado do filho, Samuel, na época com 1 ano e 9 meses, que precisou fazer uma cirurgia na cabeça para corrigir um problema. Meu irmão cuidava do filho com tanto amor…
Foi mais uma perda que me deixou sem chão. Eu não quis ir ao velório, nem ao enterro do meu irmão. Chorei em casa. Não queria ver meu irmão, tão novo, dentro de um caixão.


