Quando a dupla Pedro e Thiago foi lançada, em 2002, eu me apaixonei. Nunca tinha gostado tanto de nenhum artista a ponto de me tornar fã, ainda mais assim, logo de cara. Na época eu estava com 14 anos, a idade do Pedro (o meu predileto).
A primeira vez que os vi pessoalmente foi quando a minha prima Thathí, foi sorteada em uma promoção da rádio Nativa FM para participar de um encontro de fãs. Ela levou a irmã Thaís e eu fui junto. E consegui vê-los de perto, apesar da confusão no local.
Eu fiquei fissurada em Pedro e Thiago. Assistia a todos os programas em que eles participavam, comprava revistas sempre que podia, me inscrevia em promoções das rádios (ficava um tempão tentando ligar) e fui em dois shows de 1º de maio só para vê-los. No primeiro, tinha um milhão e meio de pessoas. Eu, minha irmã, mãe e minhas primas Thaís e Thathí passamos o maior aperto lá na frente (conseguimos ficar na segunda fileira da grade). A minha irmã passou mal e desmaiou. Foi socorrida pelos bombeiros e minha mãe a levou pra casa. Na segunda vez, minha mãe e a Bruna não foram.
Eu ia em sessões de autógrafos, programas de rádio e TV, mesmo quando não era convidada, esperava do lado de fora, na maioria das vezes. De tanto estar presente (assim como outras fãs, um pequeno grupo) eles já nos conheciam e paravam o carro para nos atender. Às vezes eu via a dupla em um lugar, descobria pra onde iriam depois e ia atrás. Era uma loucura! No entanto, não era sempre que eu conseguia ir vê-los, por causa da minha saúde.
Apesar de ter sido uma fã assídua, na medida do possível, nunca consegui conversar com nenhum dos dois, a minha timidez e vergonha sempre me atrapalharam. Além disso, as fãs mais extrovertidas e atiradas (sim, elas davam em cima deles) quase não deixavam eu me aproximar.
Em novembro de 2007, eu e mais algumas fãs fomos convidadas para participar de um jantar com a dupla. Fui com a minha irmã. Foi uma noite muito especial e inesquecível! Os meninos foram atenciosos e muito gentis. Vieram até mim para cumprimentar e tirar fotos. O Pedro ficou quase o jantar todo sentado ao meu lado, já que eu não podia ir até eles (era difícil pra mim se locomover no restaurante, pois eu já tinha tido o AVC). O Pedro tocou violão e eles cantaram. Até bolo na boca eu ganhei. Rs… A Cida, mãe do Pedro, também foi muito gentil e atenciosa comigo.
Em 2008, minha mãe, eu e a minha amiga, Andréia Viotto (Déia), fomos ao único show completo da dupla que tivemos oportunidade. Antes, no mesmo ano, eu tinha sido convidada para a gravação do primeiro DVD da dupla, porém, não pude ir porque fui informada que o local não tinha acessibilidade.
Conheci a Déia na porta de uma rádio, mas por essas coincidências da vida, descobrimos que estudávamos na mesma escola. Ela também foi no jantar, também era fã presente. Ela foi uma amiga muito querida (mas a vida nos afastou).
Em 2009 assisti A Fazenda, reality show da Record, só por causa do Pedro, que estava participando.
No dia 20 de abril de 2012, o Pedro sofreu um gravíssimo acidente de carro e quase faleceu. Fiquei desolada. Mas, eu não perdia a esperança e a fé que ele sobreviveria, mesmo quando ele teve uma parada de seis minutos, e me diziam que, se ele escapasse, teria sequelas graves. Graças a Deus, ele saiu do coma e teve alta no dia 9 de julho. E eu estava na porta do hospital com uma camiseta escrito: “Força Pedro / Fã Clube Amor Eterno”, para participar daquele momento tão especial.
A dupla acabou. Hoje o Pedro é apresentador de tv e o Thiago se dedica a negócios da família. Ficou um grande carinho por essa dupla linda, que eu amei tanto.
Em 2005 começou a ser exibida no Brasil a novela mexicana REBELDE. Eu e minha irmã começamos a acompanhar e logo viramos fã da banda RBD, que saiu da novela pra vida real devido ao grande sucesso na ficção.
Quando o RBD veio ao Brasil pela primeira vez, em 2006, eu, minha irmã e minha prima Suzan (que na época morava na nossa casa e foi praticamente arrastada) fomos vê-los na rádio Gazeta FM. Nesse dia eu pedi pra entrar na hemodiálise às 6h pra sair às 10h. E elas foram me encontrar na estação Jd. São Paulo do metrô. Ficamos em frente à rádio Gazeta FM até às 21h e pouco para vê-los por uns 5 minutinhos. Mas valeu todo o cansaço, a fome, o frio e a chuva que enfrentamos para vivermos aquele momento. Foi uma sensação inesquecível e indescritível. Até a Suzan, que quase nos deixou lá e foi embora, gostou e disse que tinha valido a pena.
Eu e minha irmã fomos ver o RBD no estacionamento do Extra Hipermercado no shopping Fiesta, na região de Guarapiranga (longe pra caramba da minha casa! Saímos de casa umas 5h30 e chagamos lá por volta das 8h30). A banda iria dar autógrafos e cantar três músicas. Todas as senhas para os autógrafos já tinham sido distribuídas. Estava lotado, mas resolvemos ficar para vê-los cantar. Tentamos chegar perto da grade, mas estava muito tumultuado, quase caímos no meio da multidão, que fazia ondas por causa do empurra-empurra. Puxei a Bruna e fomos pra trás, apesar da resistência dela. Quando o RDB chegou foi uma loucura. Estávamos curtindo o mini show quando, de repente, formou-se um buraco na nossa frente, a música parou e a banda foi tirada rapidamente do palco. Ouvimos sirenes, gritos desesperados e apareceram helicópteros. Pessoas passavam por nós machucadas, sem sapatos, chorando… Estava uma gritaria. Uma multidão correu pra dentro do shopping e nós seguimos, sem entender nada e fomos embora. Quando estávamos no ônibus a minha mãe, desesperada, conseguiu falar comigo e nos contou da tragédia que havia acontecido. O alambrado tinha sido forçado pela multidão e desabou. 3 pessoas morreram pisoteadas e
mais de 40 ficaram feridas.
Quando o RBD voltou ao Brasil para a turnê, fomos ao show, que aconteceu no Estádio do Morumbi. Apesar de tudo que passamos para conseguir ir, da grana que gastamos, sem ter (pedi emprestado para uma amiga) e dos perrengues que passamos. Não tenho nenhum arrependimento. Foi lindo! A realização de um sonho.
Quando o RBD veio ao Brasil para o “Tour del Adiós” (a banda iria se separar) fomos ao show, que aconteceu no Arena Anhembi. Eu já tinha tido o AVC e não tinha cadeira de rodas. Minha irmã e a amiga dela me ajudaram com muita dificuldade a chegar até o posto dos bombeiros, onde conseguimos uma cadeira de rodas. Foi
muito difícil, mas valeu a pena. O show foi incrível! A fase do RBD foi muito legal. Eu, minha irmã e minhas primas cantávamos e fazíamos as coreografias da banda. Adorávamos. Acabou, mas confesso… Deixou saudades.
PS: Eu não podia deixar de falar dos meus primeiros ídolos, foi uma época muito gostosa da minha vida, era um alívio para alma vivenciar aqueles momentos.







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